Qual a importância do tripé econômico?

Uma mudança de estratégia foi feita no governo de Fernando Henrique Cardoso, durante a segunda fase do Plano Real, de modo a retomar o controle inflacionário apoiado por um novo conjunto de princípios, o chamado Tripé Macroeconômico. Nenhum desses conceitos existia no Plano Real original. Sob o controle do Tripé, a economia brasileira continuou a se desenvolver com base em estabilização sustentável que se refletiu em um PIB maior e melhora do mercado de trabalho.

O tripé econômico consiste de:

  1. Regime de câmbio flutuante
  2. Meta de inflação
  3. Regime fiscal com meta de superávit primário

Com a estabilização de preços, o regime de metas de inflação foi adotado no Brasil, estabelecendo porcentagens mínimas e máximas para a variação dos preços e guiando decisões de política monetária do Banco Central.

O abandono dos princípios do tripé econômico gera diversas distorções na economia, como o aumento da inflação por conta de redução artificial da taxa SELIC, represamentos nos preços da gasolina e utilidades, subsídios/reduções de taxas para setores específicos, aumento do endividamento do Estado pelo descumprimento de metas de superávit primário, e a resultante elevação da carga tributária.

O efeito agregado aumenta o Custo Brasil e impacta na confiança do consumidor e do empresário, afetando o crescimento do PIB e postergando ou até mesmo inviabilizando investimentos produtivos.

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